A United Airlines está aumentando suas taxas de bagagem despachada em US$ 10, a partir de 3 de abril. Esta mudança afeta a maioria dos voos domésticos e internacionais nos EUA, México, Canadá e América Latina. A taxa padrão para a primeira mala despachada agora será de US$ 50, enquanto uma segunda mala custará US$ 60.

Estrutura de taxas e descontos

Os passageiros que pagarem antecipadamente a bagagem pelo menos 24 horas antes da partida ainda podem aproveitar um desconto de US$ 5, reduzindo o custo para US$ 45 para a primeira mala e US$ 55 para a segunda. Esta prática incentiva o planeamento antecipado e reduz potencialmente o congestionamento nos balcões de check-in.

Tendência da Indústria

Esta mudança segue um anúncio semelhante da JetBlue no início desta semana, sinalizando uma tendência mais ampla entre as operadoras dos EUA de aumentar as receitas auxiliares. As companhias aéreas estão a debater-se com custos mais elevados do combustível de aviação, impulsionados pelo aumento dos preços do petróleo, que também contribuem para o aumento das tarifas aéreas e das sobretaxas de combustível nas rotas internacionais.

As companhias aéreas muitas vezes refletem as estratégias de preços umas das outras, então é provável que outras grandes companhias aéreas sigam o exemplo em breve. A United e seus concorrentes ajustaram pela última vez as taxas de bagagem no início de 2024.

Maneiras de evitar taxas

Apesar do aumento, alguns passageiros ainda podem despachar malas gratuitamente. Associados MileagePlus Premier elite e aqueles que possuem cartões de crédito de marca compartilhada qualificados da United mantêm suas franquias de bagagem. Esses benefícios permanecem inalterados.

Mudanças no programa de fidelidade

O aumento da taxa de bagagem coincide com mudanças significativas no programa de fidelidade da United. Embora os titulares de cartão de crédito ganhem mais milhas, outros passageiros verão uma redução no acúmulo de milhas nos voos. Este ajuste sugere que a companhia aérea está priorizando as receitas provenientes de parcerias com cartões de crédito, ao mesmo tempo que desvaloriza potencialmente as milhas para o cliente médio.

A implementação simultânea destas mudanças destaca uma estratégia mais ampla para maximizar as receitas provenientes tanto das taxas de bagagem como dos programas de fidelização. Isto indica uma mudança no sentido de depender mais fortemente de rendimentos auxiliares em vez de apenas na venda de bilhetes.

A indústria aérea depende cada vez mais de taxas para bagagens despachadas e outros serviços para compensar o aumento dos custos. Estas mudanças reflectem as pressões competitivas e as realidades económicas que as companhias aéreas enfrentam no mercado actual.