O setor de viagens está passando por mudanças rápidas, impulsionadas pelo comportamento do consumidor, pelos avanços tecnológicos e por fatores geopolíticos. Este relatório sintetiza os principais desenvolvimentos, desde estratégias de marketing até mudanças regulatórias e futuros conceitos de mobilidade.
Lealdade na era da privacidade de dados
As marcas agora devem priorizar o relacionamento direto com os clientes em vez da dependência de dados de terceiros. Com leis de privacidade digital mais rígidas, os profissionais de marketing de viagens estão cada vez mais focados na resolução de identidade – entendendo os clientes individuais em todos os dispositivos e plataformas. Ronen Kadosh, da Wunderkind, destaca que estratégias de dados mais inteligentes são cruciais para impulsionar reservas diretas e cultivar fidelidade. Essa tendência reflete um movimento mais amplo da indústria em direção à coleta de dados próprios e experiências personalizadas.
O boom das viagens na Índia: o turismo ao vivo como catalisador
A indústria de viagens da Índia tem registado um crescimento explosivo, alimentado por um fenómeno denominado “turismo ao vivo”. Os consumidores estão a transformar todos os eventos, desde festivais a concertos, numa desculpa para viajar. Esta tendência baseia-se nas “viagens de vingança” pós-pandemia, mas evoluiu para uma procura sustentada de turismo experiencial. As implicações económicas são significativas, com as viagens domésticas a gerar receitas para companhias aéreas, hotéis e empresas locais.
Estratégia Premium e Transição de Liderança da Delta
A aposentadoria do presidente da Delta, Glen Hauenstein, marca o fim de uma era na liderança das companhias aéreas. Hauenstein liderou a mudança da Delta em direção a serviços premium, uma medida que comprovadamente aumentou a lucratividade. A empresa é agora uma das companhias aéreas de maior sucesso financeiro nos EUA. Sua saída levanta questões sobre como a Delta manterá esse impulso sob a nova liderança.
Táxis voadores: uma corrida geopolítica
Os EUA estão agora a pressionar para acelerar o desenvolvimento de táxis voadores, em parte em resposta ao progresso da China neste domínio. A administração Trump está a apoiar startups que pretendem lançamentos comerciais até 2026. Isto representa uma competição de alto risco para dominar um futuro mercado de mobilidade urbana. O sucesso dos táxis voadores depende da aprovação regulamentar, do desenvolvimento de infra-estruturas e da aceitação pública.
A indústria de viagens está convergindo para estratégias que priorizam o envolvimento direto do cliente, capitalizam as tendências dos mercados emergentes e navegam na concorrência geopolítica. Estas mudanças irão remodelar o cenário de como as pessoas se movem, consomem experiências e interagem com as marcas.
